A tradução de 'jutsu proibido' em naruto pode significar 'segredo da vila', sugere análise

Uma reinterpretação do termo 'kinjutsu' em Naruto sugere que 'proibido' pode ser uma má tradução para 'segredo da vila', mudando a percepção sobre as técnicas.

Analista de Anime Japonês
Analista de Anime Japonês

12/01/2026 às 10:41

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A nomenclatura utilizada para descrever certas habilidades poderosas no universo de Naruto, especificamente o termo Kinjutsu, traduzido comumente como 'jutsu proibido', tem sido objeto de uma análise interpretativa aprofundada. Argumenta-se que a conotação literal de 'proibido' ou 'tabu' pode não capturar a verdadeira essência dessas técnicas, propondo que o termo faria mais sentido como 'segredo da vila'.

Esta teoria ganha força ao examinar os eventos iniciais da série. No episódio de estreia, Naruto Uzumaki é enganado para roubar um pergaminho que supostamente continha técnicas proibidas. O plano de Mizuki era vender o conteúdo do pergaminho. Se as técnicas fossem conhecidas ou facilmente replicáveis mediante treino normal, o ato de vendê-las perderia relevância comercial e estratégica. O valor reside no sigilo.

A evidência do Jutsu Clone das Sombras

Um dos argumentos centrais reside no Jutsu Clone das Sombras (Kage Bunshin no Jutsu), a primeira técnica dita 'proibida' aprendida por Naruto. Observando a aplicação dessa técnica ao longo da narrativa, percebe-se que ela é amplamente dominada por ninjas originários de Konohagakure, a Vila Oculta da Folha. Embora existam técnicas de clonagem em outras nações, como o Jutsu Clone de Água de Zabuza Momochi, elas são variações específicas e exclusivas daquelas respectivas aldeias.

Isso sugere que o Kinjutsu, neste contexto, marca um conhecimento de propriedade exclusiva de um determinado vilarejo, em vez de técnicas universalmente restritas por natureza perigosa.

Paralelos com tradições marciais

Para ilustrar a ideia de técnicas restritas pelo pertencimento a um grupo, um paralelo é traçado com certas escolas de artes marciais tradicionais, como as chinesas. Nesses contextos, utiliza-se o termo 'porta' para indicar ensinamentos que ficam trancados, acessíveis apenas aos iniciados de um determinado clã ou escola. Um artista marcial chegou a explicar este conceito em um vídeo, reforçando a ideia de conhecimento restrito, não necessariamente maligno.

Refutando o perigo inerente

As explicações mais comuns para o status 'proibido' de um jutsu envolvem seu risco extremo ou imoralidade. Técnicas como o Edo Tensei, que ressuscita os mortos, claramente se encaixam na categoria de imoralidade ou alto risco ético. No entanto, sustenta-se que o Clone das Sombras não se enquadra facilmente nessa descrição.

Embora existam menções teóricas de que o uso inadequado do Clone das Sombras pode dispersar o chakra de forma prejudicial ao usuário, ou que o dano sofrido pelos clones é retransmitido ao original, a evidência prática na série não sustenta essa alegação. Não há registros claros ou sofrimento visível de Naruto decorrente da destruição de seus clones. A ausência de consequências físicas demonstráveis sugere que tais advertências podem ser análogas a contos populares transmitidos para desincentivar o uso descontrolado, e não barreiras factuais de segurança.

Portanto, a interpretação mais coesa para abranger todos os Kinjutsu apresentados na trama é a de que eles são formas de poder mantidas em segredo estratégico, sendo o elemento 'segredo da vila' a única característica que se aplica de forma consistente a todas as técnicas classificadas como 'proibidas'.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.