Teoria sugere que o mangá de one-punch man é um ciclo reiniciado após a derrota de god
Uma linha de raciocínio alternativa propõe que a versão de Murata é uma segunda linha do tempo após o fim do webcomic.
Uma fascinante teoria sobre a estrutura narrativa de One-Punch Man sugere que a versão desenhada por Yusuke Murata não é meramente um aprimoramento visual do webcomic original de ONE, mas sim uma segunda iteração ou ciclo do mundo após um evento cataclísmico.
Nesta interpretação, o webcomic representa o primeiro ciclo. Ao fim deste ciclo, como muitos aguardam, Saitama finalmente confrontaria a entidade conhecida como “God” (Deus) como o antagonista final. A batalha culminaria com a inevitável vitória de Saitama por um único soco, mantendo a essência cômica da obra.
O Reset Cósmico
O ponto crucial da teoria reside no que acontece imediatamente após a derrota de God. Antes de ser completamente aniquilado, God utilizaria sua energia restante para forçar um reset completo do universo. O resultado deste evento de reescrita da realidade seria a linha temporal que os leitores acompanham no mangá de Murata.
Isso explicaria por que o mangá não é idêntico, introduzindo um escopo cosmológico muito maior e desenvolvimentos acelerados em comparação com o material de origem.
A suspeita ausência de Blast no primeiro ciclo
Um dos pilares desta teoria envolve a figura de Blast, o herói de Classe S Rank 1. No webcomic original, Blast é quase uma lenda, raramente aparecendo apesar de incidentes globais massivos como a Associação de Monstros e Garou.
A teoria propõe que a ausência de Blast no webcomic reflete um fracasso no primeiro ciclo: o herói mais forte chegou tarde demais e não conseguiu impedir a destruição final. Portanto, sua inatividade no arco original seria um eco desse fracasso.
A Proatividade Acelerada de Blast no Mangá
Em contrapartida, Blast é apresentado de maneira muito mais ativa e engajada no mangá de Murata. Ele se envolve diretamente com os Cubos, a influência de God e os conflitos dimensionais, trabalhando com aliados interdimensionais.
Essa mudança radical de comportamento pode ser interpretada como uma reação à memória residual de sua falha anterior. Embora talvez não se lembre de tudo conscientemente, Blast demonstra um senso de urgência e ansiedade, como se sentisse a necessidade de “não se atrasar desta vez”. Ele está agindo preventivamente contra as forças cósmicas exatamente porque, no ciclo anterior, ele falhou em fazê-lo a tempo.
Saitama: O Bug Inexplicável
A teoria preserva a onipotência de Saitama, garantindo que ele ainda vença God com facilidade. A vitória não é contestada, mas a consequência da derrota de God é que a própria causalidade do mundo se rebobina.
Saitama, neste contexto, transcende as regras do universo. Enquanto Blast e God operam dentro dos sistemas de poder estabelecidos, Saitama é uma anomalia, “um bug inalterável” que persiste mesmo após o reset cósmico. Ele é a única constante que nem God consegue deletar ao reescrever a linha do tempo.
Pistas na Narrativa do Mangá
O arco de Garou no mangá, que introduziu viagem no tempo e correção de causalidade, serve como uma microescala para essa megaestrutura de reset. A destruição do futuro e o subsequente retorno ao passado, deixando rastros como o núcleo de Genos, espelham o que teria ocorrido em escala universal entre o webcomic e o mangá.
Além disso, vários companheiros de Blast no mangá parecem versões alternativas ou equivalentes de inimigos poderosos do primeiro ciclo, como Boros e Beast King. Se no primeiro loop Saitama os eliminou muito rapidamente, no segundo ciclo, Blast pode ter recrutado seres de poder similar, utilizando o conhecimento de suas ameaças passadas como contramedidas contra God.
Essa hipótese oferece uma explicação coesa para as diferenças incrementais e a escalada temática vista na adaptação de Murata, posicionando-a como uma continuação tensa e mais preparada de uma realidade que já falhou uma vez.