Teoria explora a etimologia e a natureza do poder de entidades como nanika, ligando-os ao conceito de 'amor'
Uma análise aprofundada sugere que o termo 'Ai', associado a certas entidades misteriosas, remete ao caractere japonês para amor (愛), e não apenas à onomatopeia.
Uma linha de raciocínio especulativa busca desvendar a verdadeira origem semântica do termo usado para descrever certos seres enigmáticos, como a notória Nanika, do universo Hunter x Hunter. Enquanto uma interpretação superficial associa a nomenclatura puramente ao som emitido por essas entidades, uma análise mais profunda sugere uma conexão direta com o vocábulo japonês 'ai' (愛), que significa amor.
Essa hipótese ganha força ao examinar as manifestações de poder observadas. O exemplo central frequentemente citado é o de Nanika. Seus pedidos, quando não atendidos, resultam em consequências catastróficas para o solicitante e seus entes queridos. Contudo, é notável que apenas Killua, a pessoa por quem ela demonstra maior afeição, consegue invocar desejos ilimitados sem as restrições punitivas impostas aos demais.
A relação entre afeição e a concessão de desejos
A correlação entre o grau de intimidade ou afeto e a capacidade de manipular seus poderes é um ponto crucial. Isso sugere que a mecânica por trás dessas concessões de milagres está intrinsecamente ligada a emoções positivas ou laços afetivos, reforçando a tese do vínculo com 'ai' (amor).
Entretanto, surge uma questão fundamental que liga a origem conceitual à forma física dessas entidades: qual a relação entre ser uma forma de vida gasosa e a capacidade de realizar desejos?
A característica do Nen e a natureza gasosa
Para tentar responder a isso, examina-se o uso de Nen. Foi reportado que a quantidade de Nen mobilizada pelos caçadores reunidos para votar nas regras de Nanika era imensa. A natureza de qualquer habilidade de Nen, afinal, está profundamente ligada à personalidade ou, no caso de seres com natureza atípica, às suas características fundamentais.
A teoria propõe que a característica definidora da vida gasosa serve como metáfora para a extensão de seus poderes. Um gás, por definição, não possui volume fixo; ele se expande para preencher integralmente o recipiente que o contém. Essa maleabilidade e capacidade de preenchimento ilimitado são interpretadas como uma representação da amplitude dos poderes dessas entidades.
Portanto, a conclusão analítica aponta que os poderes englobados sob o conceito 'Ai' seriam, em essência, ilimitados, manifestando-se em qualquer domínio que possa ser interpretado através da lente do afeto ou do desejo profundo que move os seres vivos. A forma gasosa seria, assim, a chave para a natureza irrestrita de suas habilidades de alteração da realidade.