O silêncio das feras: Análise sobre a ausência das bijuus após a morte de kurama
A aparente inação das Bijuus restantes após a perda de Kurama gera questionamentos sobre a lógica de sobrevivência e lealdade no universo da obra.
A morte de Kurama, a Raposa de Nove Caudas, um dos pilares de poder e laços emocionais de Naruto Uzumaki, ressoou profundamente no universo ninja. No entanto, um ponto crucial de coerência narrativa tem gerado análise: a falta de reação imediata das outras Bestas com Cauda (Bijuus) diante da perda de um dos seus irmãos e protetores da humanidade.
O instinto de sobrevivência ignorado
As sete Bijuus restantes demonstraram possuir uma consciência mútua, sendo capazes de sentir eventos significativos envolvendo seus pares. A perda de Kurama, que ocorreu enquanto ele protegia o mundo ao lado de Naruto, naturalmente colocaria as outras feras em alerta máximo. A expectativa lógica, baseada na autopreservação, seria que elas tentassem estabelecer contato com Naruto, reforçando a defesa mútua contra ameaças globais.
Um dos argumentos levantados aponta para a contradição desse silêncio. Mesmo desejando a liberdade e distanciamento dos humanos, o perigo que assola o planeta é uma ameaça direta à sua própria existência. A ausência de qualquer movimento, como a intenção de Gyuki de ir a Konoha oferecer apoio a Naruto e às demais Bijuus, sugere uma omissão na trama para manter o protagonista em sua condição de enfraquecimento, fator que precede seu selamento posterior por Kawaki.
Dívida e abandono momentâneo
É relevante observar que, em arcos anteriores, durante a saga do Shukaku no mangá Boruto, as Bijuus expressaram gratidão explícita a Naruto por tê-las salvado e ajudado a conquistar sua liberdade. Essa dívida, manifestada verbalmente, torna o subsequente desaparecimento delas após a morte de Kurama um evento notável. Se havia um laço de gratidão estabelecido, a reação esperada seria um gesto de solidariedade.
Embora seja reconhecido que o poder coletivo das outras oito Bijuus combinadas talvez não igualasse a força de Kurama sozinho - como demonstrado na Quarta Grande Guerra Ninja, onde metade de Kurama duelava com cinco delas -, sua assistência significaria um avanço tático considerável. Qualquer adição de chakra seria preferível ao estado de vulnerabilidade total em que Naruto se encontrava após a perda.
A análise foca na premissa de que, em cenários de grande ameaça, o pragmatismo da sobrevivência deve sobrepor-se a hesitações políticas ou territoriais. A possibilidade de fortalecer seu defensor mais poderoso, mesmo que temporariamente, parece ser uma decisão estratégica que foi inexplicavelmente negligenciada pelas criaturas lendárias de chakra, deixando a porta aberta para interpretações sobre as prioridades narrativas estabelecidas.