A saga hunter x hunter enfrenta críticas sobre o ritmo narrativo e o foco atual do mangá
A longa jornada em Hunter x Hunter gera frustração com o foco em tramas políticas, distanciando-se da urgência do Continente Negro.
A mais recente fase da publicação do mangá Hunter x Hunter tem gerado reações mistas entre os entusiastas da obra de Yoshihiro Togashi. O foco da narrativa sofreu uma inflexão notável, afastando-se da promessa épica de explorar o misterioso Continente Negro para se concentrar em intrigas políticas complexas no navio da família real Kakin.
Muitos leitores, ansiosos pelo próximo grande arco que envolveria a expedição ao Novo Mundo, percebem a atual subtrama como um desvio significativo no ritmo da história. A expectativa em torno da chegada ao Continente Negro, um cenário há muito prometido como o epicentro de novas aventuras e desafios inéditos para Gon e Killua, parece ter sido substituída por uma densidade de esquemas políticos e dinâmicas de poder dentro do navio.
A mudança de tom narrativo
Anteriormente, Hunter x Hunter se notabilizou por equilibrar perfeitamente ação intensa, desenvolvimento de personagens profundos e a exploração gradual do seu vasto sistema de Nen. Arcos como o dos Chimera Ants estabeleceram um padrão narrativo elevado, combinando batalhas estratégicas com dilemas morais complexos.
No entanto, o enredo centrado na sucessão real Kakin, embora rico em detalhes sobre diplomacia e conflitos ocultos, é percebido por uma parcela do público como excessivamente lento. As tramas de palácio, que exigem acompanhamento minucioso de múltiplos personagens e suas motivações, contrastam com a ação mais direta que muitos fãs associam ao espírito inicial da obra, especialmente quando se trata da busca por aventura.
Expectativa versus Realidade
A demora na progressão da trama do mangá, um fator já bem conhecido pela audiência devido às pausas recorrentes na publicação, agrava a sensação de estagnação quando o conteúdo entregue foca em intrigas internas e planeamento, em vez de avançar em direção ao objetivo principal revelado anos atrás. A menção constante ao Continente Negro serve como um lembrete constante do que está sendo adiado.
Essa transição para um foco mais cerebral e político desafia a paciência de leitores que esperavam mais exploração de habilidades Nen inovadoras contra ameaças desconhecidas, típicas de novas fronteiras. A obra de Togashi, conhecida por sua genialidade em redefinir gêneros, exige um investimento considerável de tempo para absorver suas nuances políticas, o que nem sempre se alinha com a impaciência gerada pela longa espera entre volumes.
Apesar das críticas ao ritmo, a qualidade dos diálogos e a complexidade dos personagens envolvidos nas negociações reais demonstram a maestria de Togashi na construção narrativa, mesmo que o foco atual não seja o que a maioria dos seguidores esperava ver após os grandes confrontos anteriores. A esperança persiste de que essa fase de preparação política sirva como um trampolim explosivo para a tão aguardada chegada ao Continente Negro, onde novas lendas poderão finalmente ser forjadas.