A recepção inesperada do anime berserk de 2016: Uma análise além das críticas visuais

Embora criticada por sua animação, a versão de 2016 de Berserk conquista alguns espectadores por sua execução narrativa.

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Analista de Mangá Shounen

10/02/2026 às 03:45

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A adaptação em anime de Berserk de 2016 frequentemente figura entre os tópicos mais polarizadores entre os fãs da lendária obra de Kentaro Miura. Apesar das controvérsias técnicas que envolveram a produção, surgem perspectivas que defendem uma avaliação mais branda da série, focando na experiência de assistir, mesmo reconhecendo suas falhas visuais.

Para muitos admiradores da franquia, a jornada começa com a animação clássica de 1997, seguida pela aclamada trilogia cinematográfica que cobriu o Arco da Era de Ouro. A incursão na série de 2016, muitas vezes vista como o elo fraco, é abordada por espectadores que buscam acompanhar a história de Guts e o Bando do Falcão em um formato contínuo de televisão, apesar de manterem o contato com o mangá original.

As marcas técnicas controversas

É inegável que os aspectos técnicos da animação de 2016 geraram grande resistência. A adoção proeminente do CGI (computação gráfica) em oposição à animação tradicional, padrão em produções anteriores, foi amplamente criticada por sua aparência não polida e travada. Essa escolha estética, embora visivelmente inferior em qualidade de movimento, é reconhecida como o principal ponto de discórdia.

Outro elemento que chamou a atenção foram os efeitos sonoros específicos, notavelmente o som distinto emitido pela Dragon Slayer, a imensa espada de Guts. Enquanto alguns consideraram o ruído estranho para uma arma de tal calibre em um contexto de ação rápida, há uma análise técnica que sugere que um som metálico pesado e percussivo seria plausível se a espada estivesse, por exemplo, colidindo com armaduras de aço no mundo real. Contudo, a perspectiva da produção televisiva de ação argumenta contra a eficácia desse som para manter o impacto dramático esperado.

Superando as expectativas iniciais

No entanto, alguns espectadores relatam que, após a adaptação inicial e o choque estético nos primeiros episódios, é possível focar no conteúdo e na trajetória da trama. A imersão supera as barreiras visuais. Ao aceitar a série pelo que ela é, e não pelo que poderia ter sido comparada com as versões anteriores ou a qualidade impecável do mangá, é possível apreciar a narrativa em andamento. Essa capacidade de adaptação sugere que a força motriz da história de Berserk é intensa o suficiente para manter o engajamento do público mesmo sob uma execução visual questionável.

Para aqueles que hesitam em iniciar a série devido ao seu histórico de críticas visuais, a observação é que a adaptação de 2016 oferece uma maneira acessível de seguir a saga. Ela serve como uma ponte entre a história consolidada do mangá e as produções anteriores, permitindo que novos ou antigos fãs acompanhem Guts em sua jornada implacável no universo sombrio criado por Kentaro Miura.

An

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.