A permanência de obito uchiha na trama de naruto: O debate sobre um destino alternativo
A sobrevivência de Obito Uchiha após a Quarta Guerra é um ponto de inflexão que gera muita análise entre os fãs da obra de Masashi Kishimoto.
A jornada de Obito Uchiha em Naruto Shippuden é marcada por traumas profundos, manipulação e uma busca incessante por um mundo de ilusão. Sua reversão de vilão para um personagem redimido, que culmina em seu sacrifício final, é um dos arcos mais dramáticos da série. Contudo, a decisão de Masashi Kishimoto de encerrar a trajetória do antigo companheiro de Kakashi e Rin com a morte reacendeu um debate persistente sobre o potencial narrativo que poderia ter sido explorado caso ele tivesse permanecido vivo.
O peso da redenção e o sacrifício final
O clímax do envolvimento de Obito na narrativa se dá durante a Quarta Grande Guerra Ninja. Após ser confrontado com suas falhas e com a verdade sobre Madara Uchiha e Kaguya Ōtsutsuki, ele redescobre o caminho da redenção, ajudando Naruto Uzumaki e Sasuke Uchiha. Seu sacrifício físico para salvar Kakashi e proteger a aliança Shinobi selou sua paz, mas também limitou radicalmente as possibilidades futuras para o personagem.
Potencial não explorado além do campo de batalha
Argumenta-se que a morte de Obito, embora emocionalmente potente, impediu o desenvolvimento de tópicos ricos que poderiam enriquecer o universo ninja pós-guerra. Um dos pontos centrais levantados é a necessidade de figuras experientes e complexas no novo cenário mundial estabelecido após o fim do conflito.
Se Obito tivesse sobrevivido, ele representaria uma ponte viva e funcional entre a era das Grandes Guerras e a era da paz. Sua vasta experiência com o Zetsu Negro, a história do clã Uchiha e seu profundo entendimento das falhas do antigo sistema de vilarejos seriam ativos valiosos. Em vez de ser apenas uma memória trágica, ele poderia ter assumido um papel ativo na reconstrução social de Konoha ou na supervisão da nova ordem mundial, ao lado de figuras como Naruto e Sasuke.
A complexidade moral de um sobrevivente
A sobrevivência de Obito abriria espaço para explorar a dificuldade real da reintegração. Diferentemente de Gaara, que teve uma redenção rápida e foi amplamente aceito, Obito carregava o peso de décadas sob a influência de Madara, além de ser um dos principais responsáveis pelo conflito global. Explorar um arco de purgação de culpa e estabelecimento de confiança seria um estudo de personagem fascinante, alinhado à temática constante de Naruto sobre o ciclo de ódio e a busca pela compreensão mútua, como destacado em momentos chave da obra de Masashi Kishimoto.
Outro aspecto crucial seria seu relacionamento com Kakashi Hatake. Com Obito vivo, a dinâmica entre os dois poderia ter evoluído para além do trauma compartilhado, solidificando uma parceria de mentoria ou investigação. A presença de Obito, em teoria, poderia desestabilizar, mas também oferecer um contraponto fundamental para as novas gerações de ninjas, impedindo que a nova paz se tornasse complacente ou ingênua sobre as sombras do passado. A continuação de sua história forneceria uma perspectiva única sobre os Legados da Era Shinobi, algo explorado superficialmente em obras derivadas, mas que exigiria profundidade no cânone principal.
A escolha por sua morte, primariamente, serviu para consolidar a redenção como um ato final e definitivo, garantindo que ele não vivesse com o estigma de seus atos como Tobi. No entanto, a possibilidade de ver Obito lutando diariamente para provar seu valor, ajustando-se a um mundo que ele inicialmente desejava destruir, permanece um território narrativo intrigante deixado intocado.