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A lógica por trás da visão: Por que os uchiha não trocavam olhos para obter o mangekyo sharingan eterno?

A mecânica de evolução do Mangekyo Sharingan e a busca pelo poder supremo levantam um questionamento fascinante sobre cooperação entre os membros do clã Uchiha.

Analista de Anime Japonês
Analista de Anime Japonês

11/01/2026 às 15:20

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O clã Uchiha, notório por seu poder ocular obtido através de traumas intensos, apresenta uma das evoluções mais complexas e trágicas dentro do universo de Naruto: o Mangekyo Sharingan (MS). Este estágio concede habilidades únicas e devastadoras, mas cobra um preço severo: a cegueira gradual com o uso excessivo.

A solução estabelecida na narrativa para reverter esse declínio visual é a obtenção do Mangekyo Sharingan Eterno (EMS). Para alcançar o EMS, um usuário do MS deve implantar os olhos de outro Uchiha que também possua o MS ativado. Na prática, isso significa que a sobrevivência visual de um poderoso ninja dependia de um transplante entre irmãos de sangue, ou parentes próximos, que compartilhassem o mesmo nível de despertar ocular.

A aparente falha estratégica no clã

Uma análise técnica da progressão do poder sugere um caminho lógico para a aquisição do EMS que, no entanto, parece ter sido evitado ou ignorado pelos membros do clã ao longo da história. Se dois indivíduos distintos despertassem o Mangekyo Sharingan, enfrentando suas respectivas dores e adquirindo habilidades únicas, o procedimento padrão exigia que um sacrificasse seus olhos pelo outro. Mas, o que impediria uma operação de troca mútua?

Se o Uchiha 'A' transplantasse seus olhos para o Uchiha 'B', e simultaneamente, o Uchiha 'B' transplantasse os dele para o Uchiha 'A', ambos teriam recebido um par de olhos dotados com o poder do Mangekyo ativado, culminando na transformação conjunta para a forma Eterna. Teoricamente, este arranjo evitaria a perda de poder ou a dependência unilateral, permitindo que ambos os especialistas em MS mantivessem sua visão e poder máximo.

As barreiras do Mangekyo Sharingan

Para entender por que essa troca direta não se concretizou como solução coletiva, é preciso mergulhar nos requisitos sutis do despertar do MS. O poder não é apenas genético; ele está intrinsecamente ligado à emoção e ao trauma. O transplante funciona porque os olhos do doador possuem o chakra correspondente ao despertar do receptor, mas a aceitação total e a fusão dos poderes exigem uma conexão profunda, geralmente familiar.

O fator decisivo reside na natureza da construção do próprio poder. O EMS não é apenas a soma de dois poderes; é a fusão dos padrões de chakra dos dois MS. Se a troca fosse feita, ambos os Uchiha teriam que aceitar os padrões oculares estranhos um do outro, o que poderia levar a conflitos de chakra ou, em teoria, anular o efeito se a compatibilidade emocional ou genética não fosse perfeita para ambos os lados simultaneamente. Dado o histórico de conflitos e desconfiança dentro do clã, a complexidade psicológica dessa parceria mútua, que exigiria confiança absoluta, parece ser um obstáculo maior do que a simples necessidade física de visão.

A prioridade era geralmente assegurar que pelo menos um membro alcançasse a forma eterna, como visto nos casos de Madara Uchiha, que obteve o EMS através de seu irmão, Izuna Uchiha. Este método unilateral, embora trágico, simplificava a distribuição do poder, concentrando-o em um indivíduo com uma visão singular, em vez de arriscar a estabilidade de dois indivíduos igualmente poderosos através de um procedimento de risco duplo.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.