Análise de ponto de virada: O impacto da possível morte precoce de rui em demon slayer
Uma análise aprofundada explora o que mudaria na narrativa de Demon Slayer se Tanjiro tivesse decapitado Rui na primeira temporada.
O arco da Montanha Natagumo em Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba é fundamental para o desenvolvimento dos protagonistas, culminando no confronto de Tanjiro Kamado com a Lua Inferior Número Cinco, Rui. Este momento dramático, onde o destino de Nezuko e a moralidade da caça aos demônios são postos à prova, frequentemente gera especulações sobre rotas alternativas. Uma das grandes questões que surge é: o que aconteceria se Tanjiro tivesse conseguido derrotar permanentemente Rui ali mesmo, na primeira temporada, sem a intervenção de Giyu Tomioka e Shinobu Kocho?
A consolidação precoce do poder de Tanjiro
A vitória imediata de Tanjiro sobre Rui, que na série canônica exigiu esforço extremo e o sacrifício físico de Giyu, teria implicações significativas para a percepção do protagonista e sua jornada de ascensão. Se Tanjiro, sozinho ou com a ajuda de Zenitsu e Inosuke, prevalecesse sobre uma Lua Inferior tão poderosa, o ritmo do seu treinamento e crescimento poderia ser drasticamente alterado.
No enredo original, a derrota de Rui serve para ilustrar a diferença abissal entre a força dos Hashiras e os caçadores iniciantes, reforçando a urgência do treinamento de Tanjiro com os Pilares. Uma vitória precoce poderia levar à complacência ou, inversamente, a expectativas inflacionadas sobre suas habilidades atuais, possivelmente diminuindo a importância do treinamento subsequente com o Pilar do Treinamento, Urokodaki, ou do Arco do Trem Infinito.
Implicações na hierarquia dos Doze Kizuki
Rui, como a Lua Inferior Cinco, representava um obstáculo sério. Sua morte antecipada forçaria Muzan Kibutsuji, o rei dos demônios, a reagir de maneira diferente. A perda de uma Lua Inferior sem ter sido abatida pelos Hashiras seria um golpe notável na estabilidade da hierarquia de Muzan. Poderíamos esperar uma resposta mais agressiva e imediata do antagonista principal, possivelmente acelerando a introdução de Luas Superiores mais poderosas nos eventos seguintes.
Adicionalmente, isso poderia redefinir a reputação de Tanjiro na Corporação dos Caçadores de Demônios. Embora ele já fosse respeitado por sua persistência, derrotar uma Lua Inferior tão cedo mudaria a forma como os Hashiras, como Kyojuro Rengoku ou Tengen Uzui, o enxergam e interagem com ele. O foco no desenvolvimento de Tanjiro como um indivíduo capaz de enfrentar ameaças de alto calibre poderia ser intensificado, embora o fator emocional ligado à proteção de Nezuko permanecesse central.
O destino de Nezuko e a aceitação da Corporação
O clímax psicológico do arco da Montanha Natagumo reside na defesa de Nezuko por Tanjiro perante o Comandante Kagaya Ubuyashiki, que estava pronto para executar a irmã demônio, um ato que violava todas as regras da Corporação. Se Rui tivesse sido eliminado por Tanjiro, a ira e a determinação demonstradas por Giyu em defendê-lo teriam ocorrido em um contexto ligeiramente diferente. No entanto, o principal ponto de tensão - a existência de um demônio que não devora humanos - continuaria intacto.
A ausência da intervenção de $ ext{Giyu Tomioka}$ e $ ext{Shinobu Kocho}$ poderia ter levado a um julgamento mais severo pela liderança da Corporação. A proteção concedida pelos Pilares foi crucial para a trégua oferecida a Nezuko. Sem esse endosso institucional imediato, a jornada de Tanjiro para provar a inocência de sua irmã poderia ter se tornado muito mais árdua e perigosa, talvez forçando-o a fugir com Nezuko antes que as regras pudessem ser negociadas.
Eventualmente, a capacidade de Tanjiro de superar desafios intransponíveis se manteria como um traço definidor da narrativa de Demon Slayer. Contudo, a suposta morte de Rui em circunstâncias diferentes teria reescrito as dinâmicas de poder e as escalas de ameaça apresentadas nos arcos subsequentes, gerando um caminho narrativo muito mais volátil para os Caçadores de Demônios.