A fragmentação da tripulação de one piece pós-timeskip gera debate sobre a essência da jornada
Um ponto de discussão central entre os fãs de One Piece é a constante separação dos Chapéus de Palha após o hiato de dois anos.
A narrativa de One Piece, especialmente após o timeskip de dois anos, tem sido palco de um debate intenso sobre a eficácia e o impacto de manter a tripulação dos Chapéus de Palha constantemente separada. Para muitos, essa estrutura narrativa parece contradizer a razão fundamental pela qual Monkey D. Luffy e seus companheiros decidiram se separar para treinar.
O grande evento do timeskip foi a constatação de que o bando havia se tornado fraco demais para navegar pelas águas perigosas do Novo Mundo. O objetivo claro era que, após o treinamento intensivo de dois anos, eles nunca mais fossem forçados a se separar para sobreviver. Contudo, a observação de arcos subsequentes sugere que a reunião completa se torna um evento raro, minando a sensação de unidade alcançada.
A ausência constante e o impacto na narrativa
A saga que se segue ao retorno em Sabaody, como Punk Hazard, mantém a integridade do grupo, mas a partir daí, as separações se tornam a regra. Há um período considerável em que metade da tripulação segue para Zou, enquanto o restante segue outra linha de ação, efetivamente deixando o núcleo unido de fora por centenas de capítulos. Em Zou, a situação se agrava com a ausência de Sanji, que é levado à força.
O arco de Whole Cake Island, focado no resgate de Sanji, é frequentemente citado neste contexto. A decisão de enviar apenas um pequeno destacamento, em vez da força total do bando, é vista como uma oportunidade perdida de replicar a intensidade de momentos cruciais passados, como o resgate em Enies Lobby. Isso significou mais capítulos onde a equipe principal operava de forma incompleta.
Em Wano, a fragmentação continua de maneiras diferentes, com Luffy aprisionado por um longo período, exigindo que os outros membros do grupo ajam separadamente ou em pequenos grupos. Mesmo com a iminente formação completa com a adesão de Jimbei, a sensação perdura de que a união plena é um mero prelúdio para a próxima separação.
O declínio das dinâmicas de grupo
Além da questão logística, a falta de tempo de tela compartilhado afeta diretamente o desenvolvimento das relações intragrupo. A rivalidade clássica entre Zoro e Sanji, por exemplo, um pilar de muitas interações históricas, parece ter se dissipado em grande parte desde suas últimas trocas significativas em Punk Hazard. A ausência de interações consistentes e prolongadas entre todos os nove membros enfraquece o charme inicial da série, que residia na exploração das ilhas pelo grupo unido.
Essa dinâmica de separação constante retira parte do apelo que fez as primeiras aventuras dos Chapéus de Palha serem tão memoráveis, onde cada nova ilha era explorada em conjunto, reforçando os laços através de desafios compartilhados. A jornada de Luffy, agora líder veterano em busca do One Piece, parece ter trocado a camaradagem constante por missões mais especializadas e dispersas.
Fã de One Piece
Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.