A expansão da arte no universo dos animes revela diversidade de temas criativos
Animes que priorizam a música, pintura, dança e outras formas de arte demonstram a profundidade narrativa do meio.
O universo dos animes tem explorado com crescente detalhe as nuances das artes criativas, transcendendo o simples papel de cenário para se tornar o foco central das narrativas. Há um interesse notável em produções que mergulham na música, nas artes visuais e até mesmo em ofícios como a caligrafia e a criação de moda, oferecendo ao público representações complexas de jornadas criativas.
Do traço à melodia: a arte como motor da trama
A representação de disciplinas artísticas no anime abrange espectros variados. Na pintura, obras como Blue Period abordam a intensidade da competição para ingressar em faculdades de arte, mesmo que a premissa de um desenvolvimento artístico acelerado possa gerar debates sobre o realismo do processo. Outras séries, como Miss Hokusai, exploram a história da arte, frequentemente focando em como o talento feminino era marginalizado ou creditado a outros.
A música é outro pilar fundamental, manifestando-se em diversos gêneros. O jazz encontra espaço em Kids on the Slope, enquanto a música clássica é celebrada em Forest of Piano, com menções que inspiram apreço por compositores como Frédéric Chopin. O rock e o pop são temas recorrentes em séries populares como Bocchi the Rock e Given, que frequentemente são elogiadas pela qualidade da animação durante apresentações.
A força das artes performáticas e tradicionais
A análise deste nicho revela também a exploração de instrumentos tradicionais japoneses. O koto, um instrumento de cordas japonês, é o centro de competições em Kono Oto Tomare: Sounds of Life, assim como o shamisen em Those Snow White Notes, solidificando o apreço nacional por essas tradições.
As artes performáticas também marcam presença. Enquanto a dança e a coreografia são elementos chave em produções focadas em patinação artística, como Yuri! On Ice, o mundo do entretenimento é retratado em produções que envolvem atuação, como Millennium Actress ou o polêmico universo de ídolos de Oshi no Ko. Há espaço até para as artes não convencionais, como a criação de moda revisitada em My Dress-up Darling ou a caligrafia vista em Barakamon.
A preferência por conteúdo dublado em mercados específicos, como o americano, demonstra a importância da acessibilidade dessas obras, muitas das quais se encontram em grandes plataformas de streaming. A diversidade de temas, que vai da escrita de dicionários, explorada em The Great Passage, à música gerada por inteligência artificial em Vivy Fluorite Eye'd Song, atesta a capacidade do anime de utilizar a criatividade como uma lente poderosa para explorar temas humanos de ambição, falha e realização.