A estratégia de kabuto e o mistério do não-reencarnamento dos uchiha na quarta guerra mundial shinobi
Análise aprofundada sobre as escolhas de Kabuto Yakushi ao utilizar o Edo Tensei e por que os membros notáveis do clã Uchiha não foram ressuscitados.
Um ponto de interrogação persistente na crônica da Quarta Guerra Mundial Shinobi envolve as decisões estratégicas tomadas por Kabuto Yakushi ao utilizar a técnica proibida Edo Tensei. Embora o braço direito de Orochimaru tenha tido acesso a uma vasta biblioteca de corpos para ressuscitar, um grupo específico de ninjas poderosos permaneceu ausente do exército de mortos-vivos: os membros proeminentes do clã Uchiha.
O poder e a ausência dos Uchiha sob o Edo Tensei
Kabuto, após adquirir o conhecimento completo sobre as células de Orochimaru e dominar o Edo Tensei, conseguiu trazer de volta figuras históricas de imenso poder destrutivo. Itachi Uchiha e Shisui Uchiha, por exemplo, são nomes cruciais na história de Konohagakure, mas suas ressurreições, quando ocorreram, foram pontuais e, em grande parte, controladas ou limitadas pelo próprio Itachi ou por circunstâncias específicas.
A questão central reside na aparente omissão de ressuscitar múltiplos membros do clã Uchiha, especialmente aqueles com o potencial do Sharingan ou do Mangekyou Sharingan, que poderiam formar uma força de choque devastadora contra as Forças Aliadas Shinobi. Poderia Kabuto ter evitado a complicação que Itachi representou ao ser reencarnado caso não o tivesse trazido, ou foi a ausência de outros um reflexo de limitações técnicas ou estratégicas?
As implicações do Sharingan e do Rinnegan
A complexidade do corpo de Madara Uchiha é uma exceção notável, pois sua ressurreição se deu através de métodos menos convencionais, e após Obito Uchiha possuir um papel fundamental em seu retorno completo. No entanto, figuras como Izuna Uchiha, irmão de Madara, e outros prodígios do clã nunca foram invocados para lutar ativamente sob as ordens de Kabuto.
Uma linha de raciocínio aponta para o fator de instabilidade. O Edo Tensei funciona melhor com corpos onde a conexão psíquica é mais fácil de anular. Indivíduos como Itachi e Nagato (Pain) já possuíam técnicas mentais avançadas ou emoções complexas que permitiram que eles, em certos momentos, contornassem o controle total do jutsu, como visto na luta de Itachi contra Sasuke Uchiha. Ressuscitar muitos Uchiha poderia significar criar vários comandantes com grande potencial para se rebelarem contra o controle do usuário do jutsu.
Além disso, a estratégia de Kabuto parecia focada em introduzir o máximo de ameaças conhecidas e temidas, como os antigos Kage e os Jinchuuriki reencarnados. Incluir diversos Uchiha, mesmo os fortes, poderia diluir o impacto singular das figuras lendárias que ele escolheu para a linha de frente. A aliança preferencial entre Kabuto e Obito também influenciava a composição do exército, focando nos objetivos de ressurreição ditados pelo plano de Tsukuyomi Infinito.
A ausência de outros Uchiha poderosos, portanto, sugere que a decisão não foi um esquecimento, mas sim uma ponderação cuidadosa sobre o risco versus o benefício tático, priorizando a previsibilidade e o poder bruto das lendas estabelecidas no mundo Ninja, em vez de introduzir uma variável instável como múltiplos portadores do Sharingan.