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Análise estética: Como reimaginar os hashiras de kimetsu no yaiba na moda contemporânea

A transposição dos icônicos Hashiras de Demon Slayer para estéticas modernas levanta debates sobre estilo e personalidade.

Analista de Mangá Shounen
09/01/2026 às 06:55
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A popularidade avassaladora de Kimetsu no Yaiba ultrapassou as fronteiras do mangá e do anime, inspirando criações e especulações em diversos campos criativos. Uma das propostas mais fascinantes para os fãs é a de situar os poderosos Hashiras - os Pilares da Demon Slayer Corps - em um contexto estético totalmente moderno, reinterpretando suas personalidades marcantes através de estilos contemporâneos de moda e cultura visual.

A dificuldade reside em traduzir a simbologia inerente a cada uniforme, maneirismo e técnica de respiração em um arquétipo moderno reconhecível. Por exemplo, a elegância e a austeridade de Giyu Tomioka, o Pilar da Água, poderiam facilmente migrar para uma estética minimalista ou normcore, priorizando cortes limpos e cores sóbrias, refletindo sua natureza reservada.

Explorando as facetas visuais dos Pilares

A diversidade de temperamentos entre os Hashiras exige uma paleta estética vasta. Pensemos em Kyojuro Rengoku, o Pilar das Chamas. Sua energia vibrante e seu entusiasmo inabalável sugerem um encaixe natural em estéticas mais ousadas, talvez beirando o maximalismo ou elementos streetwear extravagantes, com cores quentes predominantes e acessórios chamativos, capturando sua aura de liderança e calor humano.

Em contrapartida, Muichiro Tokito, o Pilar da Névoa, com sua aura etérea e desapegada, pode ser associado a tendências mais suaves e quase oníricas. A estética soft grunge ou até mesmo o cottagecore subvertido poderiam adequar-se a ele, focando em texturas fluidas e tons pastéis que remetem à confusão e dispersão de sua memória, antes de seu despertar total.

Arranjos complexos para personalidades fortes

Alguns personagens apresentam desafios estéticos mais complexos. Obanai Iguro, o Pilar da Serpente, com seu visual sempre coberto e a presença constante de sua serpente, Kaburamaru, exige uma abordagem que combine mistério e uma certa rebeldia calculada. Uma estética dark academia com toques góticos, talvez, encapsularia sua seriedade e seu estilo de vida mais recluso, mantendo a dualidade visual introduzida por sua máscara e seu físico esguio.

Já Shinobu Kocho, a Pilar do Inseto, com sua graça letal, se harmonizaria perfeitamente com a estética coquette ou elementos de moda inspirados em borboletas e natureza, mas sempre com uma ponta de perigo implícito. A leveza de seu visual disfarça a letalidade de seu veneno, algo que uma roupa moderna bem construída conseguiria replicar ao misturar delicadeza e cortes precisos.

A tarefa de encaixar Hashiras como Tengen Uzui, o Pilar do Som, em um conceito moderno é mais direta, dada sua auto-proclamada extravagância. Ele seria a personificação do glamour maximalista, com roupas de grife audaciosas, joias proeminentes e um estilo que exige atenção, ecoando perfeitamente sua filosofia de "ser flamboyante".

Essas projeções estéticas demonstram como a profundidade dos personagens criados por Koyoharu Gotouge permite múltiplas reinterpretações, mantendo sua essência, mesmo fora do contexto histórico e fantástico original do anime Kimetsu no Yaiba.

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Tags:

#Anime #KimetsuNoYaiba #Hashiras #Moderno #Estética

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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