A aparente disparidade de força entre muichiro tokito e sanemi shinazugawa no arco final de demon slayer

A derrota rápida de Muichiro Tokito para Kokushibo levanta questões sobre a hierarquia de poder entre os Hashiras.

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Analista de Mangá Shounen

18/02/2026 às 13:20

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A culminância da batalha contra as Luas Superiores em Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba trouxe momentos de heroísmo extremo e, paradoxalmente, gerou debates acalorados sobre a lógica interna de poder entre os Hashiras. Um dos pontos mais controversos reside na súbita e decisiva derrota de Muichiro Tokito, o Hashira da Névoa, para Kokushibo, a Lua Superior Um (UPM1), especialmente quando comparada à resistência demonstrada por Sanemi Shinazugawa, o Hashira do Vento, contra o mesmo adversário.

A fragilidade do Hashira da Névoa ativado

O cerne da questão reside no contraste entre as performances. Antes de enfrentar Kokushibo, Muichiro havia superado o desafio brutal de derrotar Gyokko, a Lua Superior Cinco. Essa vitória foi conquistada mesmo com desvantagens significativas, como a espada danificada e a necessidade de recuperar memórias e confiança, sendo impulsionada pela ativação da Marca do Caçador de Demônios, que lhe conferiu aumentos notáveis em vitalidade, força e reflexos. Contudo, ao encarar Kokushibo, ele foi rapidamente dominado.

Em contrapartida, Sanemi, lutando sem a Marca em grande parte do confronto, conseguiu manter um nível de combate muito mais equilibrado contra o UPM1, chegando ao ponto de até mesmo forçar o inimigo a reconhecer sua habilidade. Se Muichiro, potenciado pela Marca e vindo de uma vitória contra um UPM inferior, caiu com facilidade, e Sanemi conseguiu resistir em sua forma base, a escala de poder parece distorcida.

O papel da experiência em combate

A narrativa estabelece que a vasta experiência de Kokushibo como espadachim ao longo de séculos foi o fator decisivo para a queda de Muichiro. O próprio Sanemi chegou a comentar que, sem seu próprio domínio tático e sensorial refinado pelo tempo, ele teria tido o mesmo destino fatal. No entanto, essa explicação parece insuficiente para justificar a diferença observada. Se a experiência do UPM1 é o fator preponderante, isso sugere que a vantagem obtida pela Marca de Muichiro foi anulada pela superioridade técnica de Kokushibo, mas isso não explica a performance superior de Sanemi sem o mesmo bônus.

Reavaliação das Luas Superiores

A aparente discrepância técnica leva a questionamentos sobre a força relativa dos demônios de alto escalão. Se um Hashira sem a Marca, como Sanemi, supera um Muichiro que já havia derrotado um UPM (Gyokko), isso levanta dúvidas sobre a colocação de Gyokko como Lua Superior Cinco. Sua luta contra Muichiro, embora dramática, mostrou feitos de combate que pareciam menos esmagadores do que se esperaria de um demônio classificado tão alto.

A dificuldade em eliminar Gyokko e Daki (UPM6), que exigiu a união de múltiplos Caçadores de Demônios e o apoio das esposas de Tengen Uzui, devido à sua natureza dupla e interligada, contrasta com a derrota rápida de Gyokko para um único Hashira, mesmo sob pressão. Essa comparação sugere que, em termos de poder individual puro ou habilidade de luta, as Luas Superiores poderiam não estar perfeitamente alinhadas com sua numeração.

O impacto no potencial dos Hashiras

A análise se expande para especular sobre o desempenho de outros Hashiras no lugar de Muichiro. Tengen Uzui, o Hashira do Som, é frequentemente citado como um combatente subestimado, dada sua experiência como shinobi e seu treinamento rigoroso que aprimorou seus sentidos desde cedo. A especulação é que um lutador com a resistência e a base técnica de Uzui, se confrontado com Kokushibo, poderia ter apresentado resultados muito mais significativos do que Muichiro demonstrou inicialmente, solidificando a ideia de que, mesmo em habilidades de ponta, a bagagem de combate forjada ao longo do tempo é um diferencial insuperável no duelo contra a elite demoníaca.

An

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.