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O dilema da sequência: A recepção crítica e a qualidade de boruto no mangá após naruto

Enquanto fãs de Naruto apreciam o arco atual, a sombra de "boruto" paira com questionamentos sobre a qualidade da sequência.

Analista de Anime Japonês
08/02/2026 às 06:12
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A jornada através do mangá de Naruto, enquanto ainda em andamento para muitos leitores, frequentemente culmina em uma ansiedade silenciosa: o que acontecerá com a sequência, Boruto: Naruto Next Generations? Para aqueles que estão imersos na obra original e recentemente descobriram reviravoltas notáveis, como a transição de personagens outrora antagônicos, como Orochimaru, para papéis mais benevolentes, o medo da decepção com a continuação é palpável.

A questão central que emerge é a percepção da qualidade da narrativa em Boruto, especialmente quando comparada ao legado de seu antecessor. Muitas obras que buscam dar continuidade a sagas aclamadas enfrentam o desafio de honrar o passado sem se tornarem meros ecos ou, pior, desvalorizarem o trabalho original através de escolhas de enredo controversas.

A sombra da nostalgia versus a inovação na franquia

O universo shinobi, que vimos crescer sob a pena de Masashi Kishimoto, estabeleceu um padrão muito alto em termos de desenvolvimento de personagens e batalhas épicas. A transição para a nova geração, centrada em Boruto Uzumaki, filho do Sétimo Hokage, exige um equilíbrio delicado entre nostalgia e a introdução de novos conflitos e ameaças.

As críticas frequentemente se concentram em diversos pontos estruturais. Alguns leitores sentem que certas dinâmicas estabelecidas em Naruto, como a importância do esforço e do trabalho em equipe, foram diluídas em favor de poderes recém-introduzidos ou de protagonistas que parecem ter acesso a habilidades superiores de forma menos orgânica.

Por outro lado, há quem defenda a obra, notando que a própria premissa de Boruto se propõe a explorar um período de paz relativa, o que inevitavelmente exige uma mudança no tom e na escala dos perigos enfrentados. A ameaça da organização Kara, por exemplo, introduziu um nível de ficção científica e escala interdimensional que difere do foco mais puramente ninja dos arcos iniciais de Naruto.

A crítica ao desenvolvimento narrativo

Analisando o material publicado no formato mangá, percebe-se uma mudança significativa no ritmo de publicação e na abordagem visual, especialmente após a transição da equipe criativa principal. Enquanto o mangá de Naruto contava com a arte detalhada de Kishimoto, Boruto, embora hoje sob o comando de Mikio Ikemoto com supervisão de Kishimoto, apresenta uma estética moderna que nem sempre agrada a todos os olhos acostumados com o estilo anterior.

A narrativa em Boruto também se desdobra de maneira mais acelerada em certas fases, o que pode resultar em menos tempo de tela dedicado ao desenvolvimento emocional de alguns personagens secundários, ou até mesmo na simplificação de motivações complexas. É essencial que qualquer leitor se prepare para uma história que, embora situada no mesmo universo, busca trilhar um caminho drasticamente diferente, lidando com as consequências de um mundo onde os antigos vilões se tornaram pilares da sociedade.

A experiência de leitura da sequência, portanto, depende muito da disposição do fã em aceitar uma nova direção. Se a expectativa é replicar a jornada exata de Naruto, a frustração pode ser inevitável, mas se encarada como uma evolução natural do universo ninja, com seus próprios méritos e falhas inerentes a qualquer continuação longa, o potencial para uma leitura satisfatória ainda existe. O legado dos shinobis de Konoha está sendo testado sob uma nova luz, gerando debates contínuos sobre se a chama da nova geração consegue manter o brilho da anterior.

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Tags:

#Mangá #Naruto #Franquia #Boruto #Críticas

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.

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