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A derrota de muzan kibutsuji: A perplexidade sobre o fim de um poder que controlava dimensões

A análise da queda do antagonista principal de Kimetsu no Yaiba foca na aparente contradição de seu poder versus o resultado final.

Analista de Mangá Shounen
23/02/2026 às 15:47
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A conclusão épica de uma das narrativas mais populares do mangá Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) continua a gerar debates acalorados sobre a lógica interna de seu desfecho, especialmente no que tange à derrota de Muzan Kibutsuji. Apesar do conhecimento geral sobre o final da saga, a mecânica de sua queda levanta questionamentos profundos sobre sua onipotência percebida.

O paradoxo do poder dimensional

O ponto central da controvérsia reside na habilidade associada a Nakime, uma das Luas Superiores mais leais a Muzan. Essa personagem demoníaca possuía a capacidade de manipular uma dimensão de bolso, um poder que, teoricamente, deveria conferir uma vantagem tática quase intransponível em um confronto final.

A perplexidade surge da seguinte questão: como o ser que detinha o poder supremo, cujo sangue podia conceder a capacidade de dobrar o espaço-tempo ou criar bolhas dimensionais, pôde ser superado por espadachins, mesmo os mais talentosos?

Explorar a natureza do sangue de Muzan revela um potencial subutilizado. O arquidemônio nunca pareceu ter total consciência da capacidade total dos poderes que infundia em seus subordinados ou de sua própria biologia. Observadores críticos apontam que essa capacidade de criar dimensões, ou outras habilidades psíquicas equivalentes ao nível de uma Death Note, deveria ter sido explorada estrategicamente para garantir sua invulnerabilidade.

Estratégias de infecção não realizadas

Uma análise sobre a longevidade de Muzan sugere que ele falhou em otimizar sua sobrevivência através da replicação de poderes únicos. Se o sangue demoníaco era a chave para criar habilidades de combate sobre-humanas, como as Blood Demon Arts (BDAs), a estratégia lógica seria infectar massivamente seres com potenciais específicos para encontrar contramedidas divinas.

O fato de ele ter sido incapacitado por um ataque focado, mesmo após possuir um vasto arsenal de demônios sob seu comando - incluindo Luas Superiores com dons absurdos dentro de seu domínio dimensional - parece um desperdício de potencial narrativo e estratégico. A expectativa lógica para um ser dessa magnitude seria necessitar de aniquilação completa, talvez por uma força de nível divino, como um Slayer comparável a um Super-homem da ficção.

A derrota nas mãos de caçadores, mesmo aqueles que desenvolveram técnicas extremas, como a Marca do Caçador, levanta dúvidas sobre a coerência do antagonista mais poderoso da obra. O confronto final, mesmo com a dimensão de bolso de Nakime em jogo, desconsidera a possibilidade de Muzan ter gerado uma BDA defensiva ou ofensiva capaz de anular o uso de lâminas, ou de ter transformado o ambiente caótico em um laboratório de mutação para buscar o poder definitivo contra seus adversários.

O mistério persiste: o poder dimensional foi um trunfo desperdiçado, ou a fraqueza intrínseca de Muzan era sua arrogância, impedindo-o de reconhecer o perigo contido em seus próprios poderes e nas capacidades latentes de seus inimigos? Essa discussão sobre a gestão de poder do vilão continua a ser um tópico fascinante por trás do sucesso de Kimetsu no Yaiba.

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Tags:

#Kimetsu no Yaiba #Muzan #Habilidades Demoníacas #Término do Mangá #Derrota de Muzan

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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