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Análise crítica aponta falhas notáveis na adaptação de berserk de 2016-2017

A adaptação em anime de Berserk exibida entre 2016 e 2017 gerou forte controvérsia, principalmente devido à qualidade da animação e problemas de ritmo narrativo.

Analista de Mangá Shounen
11/01/2026 às 20:30
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A adaptação em anime da aclamada obra Berserk, produzida entre 2016 e 2017, continua sendo objeto de intensas análises, especialmente por parte de leitores veteranos do mangá original de Kentaro Miura. As críticas concentram-se em diversos aspectos técnicos e estruturais que, segundo observadores, comprometeram significativamente a experiência visual da narrativa.

Problemas técnicos na imersão sonora e visual

Um dos pontos mais levantados é a qualidade do design de som. Embora a trilha sonora, em termos de composição musical, seja frequentemente reconhecida por sua excelência e o tema de abertura seja elogiado, os efeitos sonoros específicos causam estranhamento. Notavelmente, o som característico da Dragonslayer, a espada gigantesca empunhada pelo protagonista Guts, é descrito como inadequado. O impacto da arma pesada soa desproporcional, remetendo a ruídos mais leves, como o bater de panelas, o que mina a sensação de peso e poder característica das cenas de luta.

A animação CGI controversa

A escolha pela animação mista, combinando sequências em 2D com gráficos gerados por computador (CGI) em 3D, é amplamente citada como um calcanhar de Aquiles da produção. A transição entre os estilos é frequentemente criticada por ser abrupta ou mal executada. Enquanto alguns momentos em 2D alcançam acertos estéticos importantes, os segmentos em CGI, em muitos casos, carecem de fluidez e detalhamento, resultando em uma aparência que parece hesitante entre as duas técnicas. Essa inconsistência visual afeta diretamente a dinâmica das cenas de ação.

Desenvolvimento narrativo e visual do protagonista

A fidelidade à fonte é outro campo de batalha para esta adaptação. Foram notadas alterações significativas na ordem dos eventos e a exclusão de arcos importantes do mangá, como o arco das Crianças Perdidas. Além disso, a narrativa mesclou elementos de diferentes fases da história, como o Arco do Espadachim Negro e o Arco de Farnese, gerando descontinuidade para quem conhecia a progressão original dos eventos.

O próprio visual de Guts, o personagem central, recebeu atenção negativa. Por ser o foco constante da série, espera-se que sua representação visual seja um dos pontos altos, mas a execução do design do personagem principal é vista como particularmente decepcionante. A aparência de Guts na animação é apontada como um dos elementos menos defendáveis da produção, falhando em capturar a imponência e o peso visual que ele possui nas páginas do mangá.

Esses elementos combinados criaram uma experiência polarizadora, onde a base musical forte não foi suficiente para compensar as deficiências na animação e na adaptação estrutural da obra de Kentaro Miura, um dos mangás de fantasia mais influentes de todos os tempos.

Fonte original

Tags:

#Trilha Sonora #Berserk 2016 #Crítica Anime #Qualidade visual #Animação CGI

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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