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Criador de rpg busca reinterpretar o universo de hunter x hunter para novos públicos globais

Um mestre de RPG explora como adaptar a complexidade de Hunter x Hunter para jogadores que desconhecem o anime.

Fã de One Piece
Fã de One Piece

18/02/2026 às 02:41

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A complexidade e o sistema de poder único de Hunter x Hunter, a aclamada obra de Yoshihiro Togashi, continuam a inspirar adaptações criativas em diversos formatos. Recentemente, um projeto de RPG de mesa chamou atenção pela ambição: criar uma campanha completa ambientada neste universo, mas focada em introduzir esses elementos a jogadores que jamais assistiram ao anime ou leem mangás.

O desafio central reside em destilar a essência de Hunter x Hunter sem depender do conhecimento prévio dos protagonistas originais Gon, Killua, Kurapika e Leorio. O objetivo é permitir que os jogadores aprendam o sistema de Nen gradualmente, compreendendo seus conceitos e desenvolvendo suas próprias habilidades Hatsu de maneira orgânica dentro do jogo, um aspecto mecânico que já parece bem estruturado para a adaptação.

Capturando o espírito sem reproduzir a obra

A base de qualquer adaptação bem-sucedida reside na identificação dos elementos cruciais que definem a obra original. Para Hunter x Hunter, isso vai além do poder espiritual. Questões levantadas para a comunidade de RPG giram em torno de quais componentes narrativos são indispensáveis para que a mesa sinta a atmosfera da série.

Isso inclui a necessidade de incorporar locais icônicos, adotar temas centrais que permeiam a narrativa, como a exploração de limites morais e a natureza da ambição, e talvez introduzir dinâmicas de personagem que espelhem a tensão adulta e a seriedade presentes, mesmo em momentos de aventura.

Adaptações de arcos sem os protagonistas originais

Um dos pontos mais complexos é a reformulação de arcos narrativos famosos. Sem a motivação específica de Kurapika pela vingança ou a busca de Gon por seu pai, arcos estruturais como a Greed Island ou os eventos de Yorknew City exigem novas âncoras narrativas. É preciso redefinir o propósito do jogo ou da missão para que os novos personagens se engajem com o calibre dos desafios apresentados.

Outra decisão crucial é a origem dos personagens jogadores. Seria mais eficaz criar personagens completamente originais, permitindo que eles descubram o mundo pela primeira vez, ou utilizar “versões espelhadas”, como membros da família Zoldyck ou sobreviventes do clã Kurta? A segunda opção oferece ganchos temáticos fortes, mas corre o risco de forçar os novos jogadores a seguirem trilhas emocionais predefinidas, algo que o criador busca evitar em prol de histórias singulares.

O papel dos ícones originais

A existência do quarteto principal, Gon e seus amigos, no novo cenário também gera debate. Se eles existirem, qual deve ser seu peso na narrativa? Podem ser meras lendas distantes, figuras que dão contexto ao mundo, ou até mesmo personagens secundários com influência significativa, mas que não ofuscam a jornada dos jogadores. A alternativa de ambientar a campanha em uma linha do tempo alternativa, onde os protagonistas nunca existiram, oferece total liberdade criativa, mas pode diluir o reconhecimento do universo para quem eventualmente se interessar pela obra.

A criação de uma campanha de RPG baseada em um universo rico como o de Hunter x Hunter, focando na mecânica de poder e na exploração temática, demonstra o fascínio contínuo que a obra exerce sobre criadores de conteúdo, independentemente da familiaridade prévia com a mídia original.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.