Análise de cenário: O que aconteceria se o plano de arlong tivesse sido bem-sucedido no east blue?
Um hipotético sucesso de Arlong na dominação do East Blue levanta questões sobre a intervenção de figuras poderosas como Shanks e Jinbe.
Em histórias de piratas, a linha entre o sucesso esmagador e a derrota final é frequentemente tênue. Uma linha de raciocínio especulativa explora um desfecho alternativo para o infame Arlong na saga East Blue, imaginando um cenário onde seu plano de dominar todas as vilas da região lograsse êxito, eliminando Monkey D. Luffy e seus primeiros companheiros.
A tirania estabelecida no East Blue
Se a intervenção de Luffy em Cocoyasi tivesse falhado, Arlong Gang consolidaria um controle tirânico sobre o East Blue. Este mar, frequentemente visto como o menos perigoso do mundo de One Piece, estaria sob a égide de um tritão implacável e seu cartel de crime organizado. A opressão aos aldeões, já severa sob o jugo de Arlong Park, se intensificaria, solidificando um reinado baseado no medo e na exploração financeira.
A inação do mundo maior
Um ponto crucial levantado neste exercício mental é a possível reação dos grandes poderes do Novo Mundo e da Marinha. A maior parte do cenário global demonstra que o East Blue é negligenciado pelas potências regionais, considerado um celeiro de marinheiros preguiçosos e piratas de baixo escalão. A ascensão de um Warlord do Mar, mesmo que por meios ilegítimos, poderia passar despercebida por um tempo considerável pelos Quatro Imperadores (Yonkou) ou pela Sede da Marinha.
O fator Shanks e a relação com o Gol D. Roger
A principal figura que possivelmente cruzaria o caminho de Arlong em tal cenário seria Shanks, o Ruivo. Shanks nutre um profundo afeto pelo East Blue, sendo sua base de operação e o local onde ele e sua tripulação, os Piratas do Ruivo, frequentemente param. Além disso, a conexão de Shanks com o falecido Rei dos Piratas, Gol D. Roger, sugere um senso de justiça inerente, especialmente ao que tange a proteger os inocentes em sua vizinhança.
A questão central reside na motivação de Shanks. Ele interviria prontamente para derrubar Arlong, um pirata notoriamente cruel, ou esperaria que a situação se agravasse a ponto de ameaçar seu próprio território ou reputação? Sua filosofia de paz regional e o respeito pela liberdade dos mares sugerem um confronto inevitável, mas o tempo exato para essa intervenção seria a chave para a continuidade da tirania de Arlong.
A intervenção de Jinbe
Outro nome poderoso que emerge como potencial obstáculo para Arlong é Jinbe, o Cavaleiro do Mar. Sendo um dos Sete Corsários do Mar, Jinbe já havia demonstrado um forte código de honra e lealdade aos seus ideais, mesmo quando sob o título de Warlord. Sua inimizade com Arlong é conhecida e baseada em diferenças ideológicas profundas sobre a convivência entre humanos e tritões.
Se Arlong consolidasse seu poder, ele se tornaria um problema para o equilíbrio delicado que Jinbe tentava manter entre as raças e as facções no mar. Jinbe certamente teria razões morais e estratégicas para se opor a um tirano como Arlong, que usa sua força para oprimir os mais fracos, algo que contraria os princípios de Jinbe, que valoriza a coexistência. Portanto, mesmo que Shanks estivesse longe ou hesitante, Jinbe representaria uma ameaça direta e imediata ao domínio estabelecido do tritão.
O sucesso de Arlong, portanto, não significaria um reinado pacífico, mas sim o início de uma nova fase de conflitos regionais, onde potências com grande influência decidiriam se o custo de intervir no East Blue vale a pena para restaurar o equilíbrio.