Análise sugere que garp buscava a morte em hachinosu após perdas pessoais
Investigação aponta que a aparente vulnerabilidade de Garp contra Shiryu e seu posicionamento em Hachinosu podem indicar um desejo de sacrifício.
Uma análise aprofundada dos eventos recentes envolvendo o Vice-Almirante Monkey D. Garp sugere uma interpretação sombria de sua conduta na Ilha da Barba Negra, Hachinosu. A narrativa foca em três pilares argumentativos que apontam para um desejo deliberado ou, no mínimo, uma aceitação passiva da própria morte durante o confronto contra os Piratas do Barba Negra.
A vulnerabilidade calculada contra Shiryu
O primeiro ponto de discussão reside no momento em que Garp foi atingido por Shiryu. É amplamente conhecido que, em seu auge, Garp era capaz de rivalizar com figuras como Gol D. Roger. O fato de um ataque de Shiryu, mesmo que este tenha evoluído significativamente, ter conseguido perfurar o herói indica uma discrepância que seria incomum. A teoria sustenta que Garp não resistiu ao golpe. Ele detinha a capacidade física e reflexos para desviar Koby ou interceptar o ataque de Shiryu, mas optou por não fazê-lo. Isso sugere uma permissão consciente para ser ferido, um passo crucial para o que se desenrolaria em seguida.
O afastamento estratégico da tripulação
O segundo argumento se baseia na logística de sua permanência na ilha. Quando a Frota da Marinha conseguiu organizar a fuga, o navio já havia deixado o porto e ganhava distância considerável de Hachinosu. Entretanto, Garp permaneceu para trás, lutando sozinho contra as forças de Barba Negra e seus aliados. Considerando sua força e a eficácia de seus homens, um resgate ou retirada imediata seria viável se ele tivesse priorizado isso. A decisão de demorar, prolongando sua permanência enquanto a nave se afastava, é vista como um ato de quem não desejava ser resgatado, consolidando sua posição como isca ou sacrifício final.
O peso das perdas pessoais no espírito do Herói
O fator mais emocional e potente que fundamenta essa perspectiva é o histórico de perdas profundas que Garp acumulou ao longo dos anos. O herói passou a vida inteira servindo a estruturas governamentais que, ironicamente, ele via como agentes de uma ordem moralmente questionável. Enquanto lidava com a dor de trabalhar para um sistema que permitiu atrocidades, ele viu cada um de seus laços familiares e afetivos se romper de maneiras trágicas.
- O neto, Ace, foi morto, e Garp é forçado a servir sob o comando da mesma figura que permitiu essa morte.
- Seu pupilo, Koby, foi envolvido com o Barba Negra, cujo bando teve participação direta na tragédia de Ace.
- Seu filho, Monkey D. Dragon, mantém um afastamento formal e profundo.
- Seu outro neto, Monkey D. Luffy, é um pirata caçado incansavelmente pelo Governo Mundial.
Com todos os seus entes queridos distanciados ou perdidos, e confrontado diariamente com a hipocrisia das elites que jurou proteger, a motivação de Garp para continuar servindo parece esvaziada. A figura lendária, que sempre carregou o peso do dever, pode ter chegado a um ponto de saturação existencial. Ir a Hachinosu, o território inimigo, seria, sob esta ótica, uma busca consciente por um fim honroso ou, pelo menos, inevitável, longe de um mundo que lhe tirou tudo o que importava.