Análise detalhada revela inconsistências na luta icônica entre naruto e kakuzu
Momentos cruciais da batalha final entre Naruto Uzumaki e Kakuzu levantam dúvidas sobre a lógica das aparições dos clones de sombra.
A batalha épica entre Naruto Uzumaki e o membro da Akatsuki, Kakuzu, um dos confrontos mais marcantes do anime Naruto Shippuden, continua a ser revisitada por analistas de animação e fãs dedicados. Uma observação atenta das etapas finais do combate revela pontos de questionamento significativos relacionados à manipulação dos clones de sombra pelo protagonista.
O cerne da tensão reside em como Naruto gerencia sua forma física e a ilusão criada por sua técnica mais fundamental, o Kage Bunshin no Jutsu (Técnica do Clone da Sombra), em confronto direto com a experiência de Kakuzu no campo de batalha.
A Identificação do Naruto Real
Um dos pontos levantados concerne a dificuldade aparente que Kakuzu teria em distinguir o verdadeiro Naruto durante a execução da técnica. Quando os clones são criados, observa-se que o Naruto original permanece na posição central, ladeado por cópias formadas lateralmente. Embora a fumaça gerada pelos explosões dos clones possa servir como cobertura visual, a distinção física entre o original e as cópias, especialmente considerando as diferenças mínimas de estatura ou espessura que um observador experiente deveria notar, é posta em xeque.
O ninja adversário, um veterano com múltiplos corações e vasta experiência de combate, parece falhar em identificar o núcleo da formação, permitindo que Naruto execute o ataque final com aparente facilidade, sugerindo uma falha na percepção sensorial do inimigo ou uma falta de critério visual na animação.
O Clone e o Rasenshuriken
O momento mais controverso envolve a utilização do Técnica do Rasenshuriken Gigante. Inicialmente, a cena sugere que o Naruto que manipula o ataque devastador é o mesmo que executou a formação dos clones. No entanto, após o impacto de Kakuzu, o corpo atingido se desfaz em fumaça, indicando que era, de fato, uma das cópias. Este evento cria um paradoxo narrativo e visual.
Se o ataque foi lançado por um clone, como o Naruto original conseguiu se reposicionar ou se afastar a tempo de não ser atingido pela explosão subsequente, ou como ele efetuou a troca com o clone para que este recebesse o golpe? A única explicação plausível advinda das regras de manipulação de jutsus seria uma troca instantânea de posição entre o usuário real e o clone no ápice da formação do ataque, um movimento que exige um nível de precisão quase sobre-humano e que não é explicitamente detalhado pela narrativa naquele instante.
Essas minúcias, enquanto podem ser consideradas pequenas falhas de continuidade ou plot holes, sublinham o quanto a audiência se dedica a analisar a lógica interna dos sistemas de poder estabelecidos em universos de fantasia como o de Naruto. Tais momentos de deslize na coerência da animação, mesmo em lutas climáticas, tornam-se objetos de estudo para quem aprecia a técnica e a estratégia de combate presentes na obra.
Analista de Anime Japonês
Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.