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Análise da limitação de habilidades de naruto uzumaki no arco shippuden e o uso repetitivo do rasengan

A eficácia e a variedade do arsenal de ninjutsu de Naruto Uzumaki, mesmo após atingir poderes divinos, são questionadas por fãs.

Analista de Anime Japonês
12/01/2026 às 04:27
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A jornada de Naruto Uzumaki no universo Naruto Shippuden é marcada por um crescimento exponencial de poder, culminando na forma Sábio dos Seis Caminhos (SO6P). Contudo, mesmo com acesso a técnicas vastas e a maestria em múltiplos estilos elementais, a aplicação prática de seu repertório de ninjutsu levanta pontos de debate sobre a criatividade de suas lutas.

Uma crítica recorrente foca na aparente dependência excessiva de duas técnicas centrais: o Kage Bunshin no Jutsu (Técnica dos Clones das Sombras) e as variações do Rasengan. Embora estas habilidades sejam fundamentais para a identidade do personagem e essenciais em momentos cruciais, a falta de diversificação em confrontos de alto nível é notada.

O dilema na aplicação do ninjutsu

Mesmo após dominar mais de cinco naturezas de chakra, o arsenal ofensivo de Naruto parece permanecer ancorado em sua técnica marca registrada. Fora das variações do Rasengan - que, apesar de incorporarem outros elementos como o Estilo Ímã (Fūton/Raiton), não alteram a estrutura fundamental do ataque -, o uso de outros ninjutsus elementais por Naruto é esporádico. Exemplos notáveis incluem o Suiton: Mizuheki (Estilo Água: Muro de Água) ou o Doton: Mud Wall (Estilo Terra: Parede de Lama), técnicas que foram empregadas pontualmente mas não integradas consistentemente ao seu estilo de luta padrão.

No período pré-SO6P, a limitação se manifestava pela necessidade de Naruto aprender Jutsus com outros mestres, como o Wind Style: Rasenshuriken, uma explosão massiva de chakra do vento combinada com o Rasengan. Embora seja um jutsu poderoso, a evolução do personagem parecia girar em torno de 'melhorar o Rasengan', em vez de explorar plenamente o vasto leque de possibilidades oferecidas por suas afinidades elementais recém-adquiridas.

O paradoxo do poder máximo

O ponto paradoxal surge quando Naruto alcança o poder do Sábio dos Seis Caminhos. Neste patamar, espera-se que um ninja com acesso a todas as cinco naturezas de chakra e aprimoramentos sensoriais utilize um leque de técnicas comparável aos grandes mestres do passado. No entanto, mesmo nas batalhas épicas finais, os ataques decisivos frequentemente recorrem a versões maciças dos Rasengan ou aos auxílios dos Clones das Sombras para sobrecarregar o adversário taticamente, em vez de uma demonstração de versatilidade de ninjutsus elementais combinados.

Essa ênfase persistente no Rasengan cria a percepção de que o personagem, mesmo em seu auge de poder, não explorou totalmente o potencial dos ensinamentos elementais que adquiriu. A análise sugere que, embora suas técnicas icônicas sejam sinônimo de força, a narrativa acabou priorizando a familiaridade em detrimento da imaginação no desenvolvimento de seu jutsu bag, um contraste que se acentua quando se considera a relevância diminuída do ninjutsu no universo subsequente de Boruto.

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Tags:

#Naruto #Shippuden #Chakra #Estilo de Luta #Ninjutsu

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.

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