Análise das diferenças entre o anime e o mangá de bleach: Foco em animação e desenvolvimento de personagens
Novos espectadores de Bleach apontam discrepâncias notáveis na adaptação, especialmente na animação inicial e no tratamento de Orihime.
A adaptação em anime do aclamado mangá Bleach, produzida pelo estúdio Pierrot, tem sido objeto de análise comparativa por parte de quem acompanha a obra em mídias diferentes. Após iniciar a jornada audiovisual por volta do episódio 22, alguns fãs que leem o mangá simultaneamente notaram inconsistências significativas que afetam a experiência de visualização.
Um ponto central de insatisfação reside diretamente na qualidade da animação apresentada nos arcos iniciais do anime. Há uma percepção de que certas sequências, quando comparadas à sua contraparte impressa, parecem menos impactantes ou visualmente menos satisfatórias. Trechos específicos, como os vistos nos episódios 8 e 9, citados como exemplos de momentos que ganharam mais força ao serem lidos no mangá, sugerem uma execução que não capturou a dinâmica pretendida pelo criador original.
O tratamento dado a Orihime Inoue
Além das questões técnicas de animação, o desenvolvimento de personagens no anime também se destaca como um fator de divergência. A personagem Orihime Inoue parece ter sofrido uma notável alteração em sua apresentação nas telas. Argumenta-se que houve uma omissão considerável de cenas importantes que estabeleciam sua relação com o protagonista, Ichigo Kurosaki, no material original.
Essa edição no material das interações entre Orihime e Ichigo é percebida como um enfraquecimento do arco da personagem no anime. Enquanto o mangá prioriza certas nuances emocionais e contextuais, a versão animada parece ter optado por caminhos que minimizam esses momentos românticos ou de conexão pessoal.
A caracterização alterada de Ichigo Kurosaki
Outra observação importante se refere à própria figura de Ichigo. Relatos indicam que o protagonista no anime apresenta uma postura visivelmente mais edgy, ou seja, mais sombria e inclinada a uma imagem de coolness forçada. Parece haver um foco excessivo em projetar uma imagem de personagem excessivamente estiloso, o que por vezes diverge da representação mais matizada vista nas páginas do mangá de Tite Kubo.
Adicionalmente, a sensação geral é de que diversas cenas foram adaptadas com mudanças que as tornam, em alguns casos, mais constrangedoras ou menos coerentes com o tom estabelecido no mangá. Essa divergência constante entre as mídias força o espectador a recalibrar suas expectativas sobre o ritmo narrativo e a profundidade dos momentos cruciais de Bleach.