Análise aponta desapontamento com encerramento de arco narrativo em série de anime popular
Primeira experiência com o anime gerou críticas sobre a resolução de conflitos paternos e arcos de personagens secundários centrais.
A jornada de um espectador estreante em um universo narrativo complexo como o de animes notórios frequentemente culmina em uma avaliação ponderada sobre as resoluções apresentadas ao final da adaptação animada. Recentemente, observações sobre o desfecho de uma saga específica levantaram questões importantes sobre a satisfação temática e o tratamento dado a certos pilares da trama.
Um ponto focal de insatisfação reside na trajetória do protagonista em relação à figura paterna ausente. A expectativa era que o desfecho trouxesse uma confrontação significativa ou, no mínimo, uma justificativa profunda e satisfatória para o abandono paterno. Em vez disso, a aceitação passiva do jovem, baseada no princípio de que a busca pelo que falta é inerente ao indivíduo, pareceu insuficiente para preencher as lacunas emocionais construídas ao longo da série. Muitos esperavam que o choque ou a reprovação fossem manifestados de forma mais contundente.
Arranha-céus narrativos não resolvidos
Além da resolução central, outros elementos da narrativa deixaram pontos de interrogação evidentes. A origem da mãe do protagonista, por exemplo, permaneceu um mistério, um detalhe que poderia ter adicionado profundidade ao seu desenvolvimento e motivação.
Outro aspecto criticado foi o desenvolvimento de Kurapika. Embora seja um personagem com motivações intrincadas e um profundo senso de vingança, a forma como seu arco foi gerenciado ou, talvez, interrompido na animação, deixou a impressão de que seu potencial dramático não foi plenamente explorado na tela. Ele representa um estudo de caso sobre personagens cuja complexidade demanda mais espaço de desenvolvimento.
A ausência de um clímax esperado
Para muitos, a falta de um desfecho claro ou de um confronto final envolvendo o personagem Hisoka representou um lapso significativo. Dada a importância desse antagonista recorrente e a ameaça constante que ele representa, sua ausência no clímax final da cobertura animada deixou um vazio perceptível, sugerindo que a adaptação escolheu priorizar outros finais em detrimento da conclusão de rivalidade importantes, como a estabelecida entre ele e o grupo principal.
Embora a obra seja reconhecida por sua qualidade geral de animação e construção de mundo, a sensação predominante é de que o final deixou um gosto de incompletude. A narrativa, apesar de robusta em muitos aspectos, falhou em entregar a catarse emocional esperada em seus pontos cruciais, deixando fãs questionando o que acontece a seguir, especialmente olhando para o material original, como a obra de Yoshihiro Togashi.