Análise profunda revela danzo shimura como a personificação do fracasso político em naruto
A figura de Danzo Shimura em Naruto é reavaliada como um personagem unidimensional cujas ações visavam o oposto do bem de Konoha.
A figura de Danzo Shimura, ex-líder da Raiz da ANBU e um dos antagonistas mais controversos da série Naruto, tem sido objeto de uma análise detalhada que o posiciona não como um complexo agente moralmente cinzento, mas sim como o epítome do oportunismo autodestrutivo e ineficaz.
A premissa central sugere que, ao tentar eliminar ameaças percebidas ou consolidar seu poder sob a bandeira da proteção de Konoha, as intervenções de Danzo sistematicamente as escalavam, gerando consequências opostas às desejadas. Este ciclo vicioso é caracterizado como a definição máxima do efeito borboleta reverso, transformando potenciais problemas em catástrofes maiores para a Vila da Folha e o mundo Shinobi como um todo.
A Falha na Construção do Personagem
Argumenta-se que Danzo falha em alcançar a profundidade de um personagem moralmente ambíguo, permanecendo estritamente unidimensional. Para muitos, ele poderia ter sido mais cativante se suas intenções, embora radicais, fossem genuinamente voltadas para o bem maior, como um contraponto sombrio ao idealismo de figuras como Hiruzen Sarutobi ou até mesmo seguindo uma linha mais pragmática à Tobirama Senju.
Contudo, o retrato final o estabelece como alguém motivado puramente pelo interesse próprio e pela ambição de poder. A narrativa o pinta como um velho iludido, obcecado pela superioridade, cujas ações não eram esforços desesperados por justiça, mas simples cumprimentos de seus desejos pessoais, tornando-o, em última instância, um vilão menos interessante que antagonistas focados em ideologias diferentes, como Orochimaru. Até mesmo Orochimaru, apesar de seus experimentos científicos extremos, é visto como mais pragmático, sem criar ameaças globais desnecessárias como a segunda formação da Akatsuki.
Exemplos de Efeitos Colaterais Desastrosos
As decisões estratégicas de Danzo frequentemente se voltavam contra ele, demonstrando uma miopia política severa, potencializada por sua arrogância. Diversas ações cruciais ilustram este ponto:
- A eliminação da Akatsuki original: Danzo conspirou para destruir o grupo inicial liderado por Yahiko, que buscava paz. Estranhamente, ele permaneceu inerte ou ineficaz diante da segunda e muito mais perigosa Akatsuki, liderada por Obito e Madara, sugerindo que seu foco estava em desmantelar rivais de poder local, e não em proteger ativamente a aldeia de ameaças existenciais que ele não controlava.
- O Genocídio Uchiha: Ao orquestrar a tragédia do clã Uchiha, poupando Sasuke unicamente para usar o Sharingan, Danzo plantou a semente para sua própria destruição. O futuro ataque impulsionado pela vingança de Sasuke contra ele confirma um erro calculado fatal.
- O Caso Shisui Uchiha: A tentativa de roubar o olho de Shisui, comprometendo uma possível resolução pacífica para a crise Uchiha, é citada como mais uma prova de sua incapacidade de aceitar soluções que não lhe dessem controle direto.
A Covardia na Linha de Frente
Um aspecto frequentemente criticado é a disparidade entre sua retórica autoritária e sua postura em combate. Enquanto criticava a liderança de Tsunade e Hiruzen, Danzo é pintado como um covarde no campo de batalha. Ele se omitiu durante eventos cruciais, como o ataque da Nove Caudas e a invasão de Pain, escondendo-se em bunkers subterrâneos. Sua única luta significativa, contra Sasuke, foi, na verdade, uma tentativa forçada de fuga, reforçando a imagem de um líder que delegava riscos enquanto se reservava ao papel de manipulador nos bastidores.
Em suma, a revisão da trajetória de Danzo Shimura o consolida como um obstáculo que, sob o pretexto de servir Konoha, apenas semeou caos e autopreservação, cujas táticas reativas acabaram por beneficiar aqueles que procuravam desestabilizar a ordem Shinobi.